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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Políticos potiguares são citados em delação de Sérgio Machados


O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirma em sua delação premiada que acertou doações de campanha no valor de R$ 300 mil em 2010 para o senador José Agripino e de R$ 250 mil, em 2014, para o deputado federal Felipe Maia “cujas origens eram vantagens ilícitas pagas pela empresa contratada”.

A informação consta na íntegra do depoimento do empresário no qual ele afirma ter repassado propina a mais de 20 políticos, incluindo cinco potiguares: Henrique Alves, os senadores José Agripino e Garibaldi Alves Filho; e os deputados federais Walter Alves e Felipe Maia.

Sérgio Machado conta no seu depoimento que “tinha uma relação com o senador José Agripino muito antiga”. E acrescenta: “Que durante o período eleitoral ele me pedia doações políticas; que eu o encontrava, combinava as doações e os valores, sempre somente na época de eleições e sempre por meio de doações feitas ao diretório nacional ou regionái do partido DEM; que depois eu lhe comunicava qual empresa que iria doar. Ele procurava junto ao partido”.

O ex-senador esclarece que “no caso de doações oficiais eu acertava com a empresa o montante, a semana que iria ser feita e comunicava a empresa para qual partido e politico a doação deveria ser feita”.

No episódio envolvendo o senador, Sérgio Machado explica que “nesse caso em concreto foram feitas duas doações pela CONSTRUTORA QUEIROZ GALVÃO: uma em 2010, para o Senador JOSÉ AGRIPINO, no valor de R$ 300 mil, e outra em 2014, para o filho do Senador, o Deputado FELIPE MAIA, no valor de R$ 250 mil, cujas origens eram vantagens ilícitas pagas pela empresa contratada.

A delação premiada de Sérgio Machado registra que ele também teria repassado “propina, via doação oficial, para os seguintes: Cândido Vaccarezza, Jandira Feghali, Luis Sérgio, Edson Santos, Francisco Dornelles, Ideli Salvatti; Jorge Bittar, Garibaldi Alves, Valter Alves, José Agripino Maia, Felipe Maia, Sergio Guerra, Heráclito Fortes, Valdir Raupp; que Michel Temer pediu ao depoente que obtivesse doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo”.

E ainda: “Que, quanto a esses políticos, tem a explicar que, quando o procuravam, conheciam o funcionamento do sistema; QUE, embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam, ao procurarem o depoente, não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem da Trasnspetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro; que esses políticos procuravam o depoente porque ele era presidente da Transpetro e tinha como amealhar recursos;

E que “quando chamava uma empresa para instruí-la a fazer doação oficial a um político, o depoente sabia que isso não era lícito e que a empresa fazia a doação em razão dos contratos que tinha com a Transpetro; que existem doações oficiais feitas licitamente por empresas, mas as que o depoente obteve não o eram; que o depoente fazia reuniões individuais, mensais ou bimensais, com os políticos e os presidentes e controladores das empresas pagadoras de propina para acertar o montante que seria pago”.

DEFESAS

Em nota, o senador José Agripino Maia afirma que obedeceu a lei na obtenção das doações eleitorais. Leia a íntegra da nota:

“Apesar de desconhecer o inteiro teor da delação do ex-senador Sérgio Machado, com quem convivi no período em que fomos senadores, devo esclarecer o seguinte: (1) As doações que, como presidente de Partido tenho a obrigação de buscar, obedecendo à legislação vigente, foram obtidas sem intermediação de terceiros, mediante solicitações feitas diretamente aos dirigentes das empresas doadoras. (2) Presidente de Partido de oposição que sou, não teria nenhuma contrapartida a oferecer a qualquer empresa que se dispusesse a fazer doação em troca de favores de governo. (3) As doações recebidas – todas de origem lícita – foram objeto de prestação de contas, devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral”

Já Felipe Maia afirmou que “todas as doações recebidas na minha campanha foram devidamente contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Em 2014, as doações recebidas de empresas privadas, dentro do que regia a legislação vigente, foram arrecadadas pelo Diretório Nacional do meu partido e sem intermediários. Por isso, fui surpreendido com a citação do meu nome na delação do ex-senador Sérgio Machado. Afinal, como parlamentar de oposição há 10 anos, jamais teria como condicionar doação à troca de favores de governo”. As informações são do Novo Jornal.


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